terça-feira, 18 de maio de 2010

O amor é importante PORRA!



"Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você!"

Tati Bernardi

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Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto.

Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza.

Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.

Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.

Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.

Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.


Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.

Ana Jacomo

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Se perdoar?

Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos “is”? Se você
não está feliz, o problema é seu. Sim, meu amigo, sinto dizer. O
problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu). O problema não é meu. O
problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da
novela-das-oito. A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é
distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento.

Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de
ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você
nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!!
Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado,
inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que
inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não.
A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade.
Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua
felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida. Decorou? Então tome
nota.

O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo
isso porque preciso acordar. Eu não posso dizer que ele me
decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem
duzentos e cinquenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca
afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha.

Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é
minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém.
Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me
sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É
uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e
mais brilhante que o mundo): o perdão.

Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim,
conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me
perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar.
Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me
refiz. Me encantei. A culpa é minha.

Minhas e das minhas expectativas.Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença,deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim
mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter
pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas
se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

Fernanda Mello

Croniquinha



Motivos


Precisava de um motivo para te odiar. Unzinho. E num único final de semana, você me deu todos. Num único final de semana, vi alguns anos da minha vida jogados pela rua como se ali, entre o meio-fio e a calçada, estivessem planos, sonhos e as palavras bonitas que eu declarei e guardei pra você.

Tá certo que eu já deveria saber que aqueles defeitos pequenos poderiam tornar-se grandes algum dia. Ainda assim, eu nunca soube o que responder quando alguém me perguntava qual, entre eles,mais me incomodava. O que mais me irritava nesse seu jeito. Vai menina, pensa mais um pouco. Acho que...sim, naquele dia...não, eu o deixei nervoso. Mas...se bem que na tarde daquele domingo...não, ele reclamou porque estava doente e não queria que EU me levantasse da cama.

Eu, eu, eu...EU sempre à frente do seu peito para te defender. Para defender um coração que eu jurava ser meu. Para defender aquele que eu julgava jamais poder me machucar, com aqueles cabelos angelicais e sensibilidade pouco mostrada. Aquele que era meus olhos castanhos, minha pele morena, meu diário, papel de carta, boleto bancário.

Acabei guardando, no fundo daquela última gaveta da cômoda, aquela visão dos telefonemas dominicais chatos, aquele cochicho no sofá da sala, aquela aversão em atender o numero dela na minha frente. Coloquei ali, embaixo das lembranças da primeira viagem, das tardes de amor com o ventilador barulhento no máximo e das noites de frio com o seu braço sobre meus quadris.

Aquela verdade que eu não queria ver passou por mim e me chaqualhou. Aquela foto me esfregou na cara o que eu não deveria ter percebido por ser ingênua demais. E o barulho daquela frase ecoou na minha cabeça uma centena de vezes. E finalmente senti o gosto de decepção que as minhas amigas tanto me falaram.

Mas sabe o melhor disso tudo? Sabe o melhor de descobrir que você foi passada pra trás? Que nenhuma mulher pode suprir a ausência de outra, ainda mais quando a "atual" não tem as qualidades da primeira. E eu percebi que o comodismo alivia, mas não apaga a dor de ter perdido caráter, simpatia, conteúdo e bom-humor. E foram esses pequenos valores que você trocou por um par de peitos.

Saio de casa todos os dias com um livro novo, músicas e uma saudade que aos poucos se dissipa. Porque eu tenho um coração que pulsa de verdade e já sangrou muito, mas agora aprendeu que até as duas faces da vida tem lá seus valores. E não me sinto boba ou ingênua por causa disso. O que mais mudou nesse meio tempo é que hoje eu sou alguém com personalidade e não preciso mais “querer ser” alguém, entende? Estou mais forte porque ando enfrentando meus obstáculos ao invés de fugir deles. E por mais que pareça nostálgica, sinto uma tristeza profunda por você ter perdido aquilo que eu mais admirava: a inteligência.

Amanda Campos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Musicalidade



Não se admire se um dia/ Um beija-flor invadir a porta da tua casa, te der um beijo e partir/ Fui eu que mandei o beijo, que é pra matar meu desejo / Faz tempo que não lhe vejo/ Ah! que saudade d'ocê/ Se um dia ocê se lembrar / Escreva uma carta pra mim / Bote logo no correio, com frases dizendo assim / Faz tempo que não lhe vejo / Quero matar meu desejo / Lhe mando um monte de beijo / Ah! que saudade sem fim / E se quiser recordar daquele nosso namoro / Quando eu ia viajar, ocê caía no choro/ Eu chorando pela estrada / Mas o que eu posso fazer / Trabalhar é minha sina, eu gosto mesmo é d'ocê

Fagner - Ai que saudade d'ocê

Letra de: Vital Farias