
Mudar é preciso
Não adianta se esconder. Seja embaixo da cama, no telhado do vizinho ou do outro lado do oceano, as mudanças sempre vão nos agarrar pelos tornozelos. E sim, vão revirar nossas vidas. Não, não estou dizendo que esse processo é indolor. Muito pelo contrário.
Como acontece com todas aquelas pessoas que vagam tristes pelas ruas de São Paulo ou enxugam suas lágrimas no metrô, eu também já senti um nó grande no peito. Uma dor que martelava minha cabeça e outros órgãos vitais. Já cheguei a pensar que nunca mais conseguiria rir novamente. E mais de uma vez. Mas olha que coisa incrível: consegui juntar meus pedaços. E estou sorrindo outra vez.
Acredito que o mais difícil nessa etapa toda é se permitir recomeçar. A gente gosta de um drama, de sofrer por amor. Soa até poético. Mas os dramas de nossa vida nos deixam adoentados. Nem sabemos por qual parte do corpo devemos movimentar primeiro para encontrar uma nova direção. Só o que sei é que fazer uma tentativa já é o bastante para levantar. Fora o susto que a gente toma. Essa tal de mudança chega de repente e nos coloca deitados numa outra direção.
Quando a coisa vem com muita gana então, dói mesmo. E a gente só precisa de um tempo para recuperar o fôlego. E voltar a caminhar. A boa notícia é que o tempo passa. E como já disse o poeta, ele ainda é o senhor da razão. A saudade some. O ar volta. É quase um milagre da natureza. E aí a gente entra de novo naquela discussão sobre o poder que a alma tem de trabalhar em nosso favor. E nos mostrar as belezas do caminho.
Amanda Campos
Nenhum comentário:
Postar um comentário